Concluindo, espera-se que as iPS se apresentem como solução para variados obstáculos na investigação científica e clínica, permitindo sintetizar modelos que possam ser estudados de forma a aprimorar o nosso conhecimento sobre variadas patologias, a sua caracterização e a sua origem. Neste ponto, os corpos embrioides seriam transferidos para um meio de indução e aí ficariam mantidos em suspensão para que se desenvolvesse uma ectoderme uniforme ao longo de toda a superfície externa dos mesmos. Tendo em conta os trabalhos realizados descritos na literatura, seria possível recorrer a fibroblastos da derme humanos, por exemplo, sendo posteriormente introduzidos retrovírus contendo os fatores de transcrição humanos Oct3/4, Sox2, Klf4 e c-Myc. Ao submeter o manuscrito os autores concordam que o copyright de seu artigo seja transferido para a Sociedade Brasileira de Genética, se e quando o artigo for aceito para publicação.

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No entanto, como poderíamos obter essas células dos pacientes sem prejudicar seu bem-estar ou violar diretrizes éticas? Para compreender melhor os mecanismos neurológicos da síndrome, celulas multipotentes é necessário analisar os neurônios e outros tipos celulares do cérebro dos pacientes. Imagine um grupo de pesquisadores dedicados a estudar a síndrome de Down, condição genética causada pela presença de uma cópia extra do cromossomo 21.

  • As culturas de células diferenciadas derivadas de iPS permitem obter tecidos geneticamente semelhantes aos de um indivíduo dador, passíveis de investigação de casos distintos de doenças e as suas evoluções perante determinadas ações terapêuticas.
  • Para compreender melhor os mecanismos neurológicos da síndrome, é necessário analisar os neurônios e outros tipos celulares do cérebro dos pacientes.
  • Ao submeter o manuscrito os autores concordam que o copyright de seu artigo seja transferido para a Sociedade Brasileira de Genética, se e quando o artigo for aceito para publicação.
  • Atualmente, essa técnica tem sido muito utilizada para estudar os tipos celulares relevantes para as mais diversas doenças e, em alguns casos, o desenvolvimento de tratamentos.

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A descoberta da capacidade de células diferenciadas puderem ser reprogramadas, surgiu devido aos trabalhos de Gurdon (1962) e de Yamanaka e Takahashi (2006) e apresentou uma grande promessa para a medicina e engenharia de tecidos. Na última década, as células pluripotentes induzidas (iPS, do inglês induced pluripotent stem cells) têm revolucionado a utilização de modelos humanoides in vitro para o estudo de variadas patologias. Atualmente, essa técnica tem sido muito utilizada para estudar os tipos celulares relevantes para as mais diversas doenças e, em alguns casos, o desenvolvimento de tratamentos.

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Dessa forma, seria expectável a indução da manifestação dos genes silenciosos dos fibroblastos, resultando numa cultura de iPS com capacidade de transdiferenciação e potencialização em variados tipos de células somáticas humanas, com a mesma informação genética do dador da amostra. As células pluripotentes induzidas são um tipo de célula pluripotente artificialmente reprogramadas a partir de uma célula não-pluripotente, tipicamente uma célula somática adulta, tal como fibroblastos ou células epiteliais, pela indução da manifestação de certos genes. As culturas de células diferenciadas derivadas de iPS permitem obter tecidos geneticamente semelhantes aos de um indivíduo dador, passíveis de investigação de casos distintos de doenças e as suas evoluções perante determinadas ações terapêuticas.